O filme se condensa nos diálogos entre médico e monstro, numa cela. Quase não há outras locações e o elenco de apoio raramente entra em cena. Essa concisão deixa o filme mais interessante. Na questão interpretativa, entretanto, há uma lacuna entre ambos. O ator Jordan Belfi, que faz o papel do psiquiatra, não encontrou seu tom, deixando no ar uma sequência de canastrices. Portanto, o peso do filme recai em Sean Patrick Flanery, na pele de Edward, tão denso quanto exagerado. Ele dá medo, embora para isso use os excessos dramáticos em cena, como seus intermináveis cacoetes com a boca. Mas é Sean que, com suas falas rápidas e repletas de argumentos, conduz a história. Um filme acima da média, apesar dos percalços.