quinta-feira, 26 de dezembro de 2024
Seu Pedro
quarta-feira, 18 de dezembro de 2024
Crônica de uma Relação Passageira
sexta-feira, 29 de novembro de 2024
A Favorita do Rei
Filme de época parece ser sempre a mesma coisa. O tratamento estético, os diálogos rebuscados, a maneira de se registrar a realeza, tudo nos faz acreditar que estamos assistindo sempre ao mesmo longa-metragem.
A Favorita do Rei não foge muito à regra. Aqui temos Jeanne Vaubernier, uma jovem de origem humilde, determinada a sair da sua condição social usando seus encantos para se tornar uma cortesã do palácio real. Seu amante, o conde Du Barry, que se beneficia muito dos relacionamentos lucrativos de Jeanne, decide apresentá-la ao Rei para um caso extraconjugal. Com a ajuda do influente duque de Richelieu, ele organiza o encontro. Contra todas as expectativas, Luís XV (papel de Johnny Depp marcando sua volta ao cinema) e Jeanne se apaixonam. Com a companhia da cortesã, o Rei não consegue mais ficar sem ela e decide torná-la sua favorita oficial, causando um escândalo para a alta corte.
Mesmo que traga a prostituição como pano de fundo, o filme não mergulha em sua crítica social. Até esbarra em situações irônicas, como a ridicularização dos obrigatórios passinhos pra trás ao se despedir do monarca. Mas é só um esbarrão. A Favorita do Rei não carrega força suficiente para alfinetar os costumes da época e deixa tudo meio sutil. Igual à maioria dos congêneres.
quinta-feira, 14 de novembro de 2024
Mouse Trap - A Diversão Agora É Outra
Desde que a Disney perdeu os direitos autorais sobre suas obras, pelo fato de terem caído em domínio público, diversos estúdios menores se aproveitaram dessa brecha para realizar obras, digamos, pouco ortodoxas. Praticamente todas as historinhas de ninar se transformaram em filmes de terror, usando e abusando do estilo gore ou thrash, como por exemplo Cinderella, Ursinho Pooh, Alice no País das Maravilhas, entre outros.
Por estarem no nosso imaginário coletivo, e por fazerem parte de um bom período de nossa infância, seria de se supor que houvesse filas pra se assistir a esses trágicos contos da carochinha, com ingressos previamente esgotados, como pudemos constatar recentemente na procura por Ainda Estou Aqui. Não é exatamente o caso. Essas sanguinolentas adaptações, aqui no Brasil, amargam divulgações tímidas e lançamentos minúsculos, em pouquíssimas salas e horários, não conseguindo em boa parte de seu repertório aguentar a segunda semana em cartaz.
Mouse Trap - A Diversão Agora É Outra parece ter todos os ingredientes para andar no mesmo caminho. Agora, a bola da vez é o carismático ratinho Mickey, que se transforma num terrível serial killer.
O filme tem em sua introdução (a melhor parte do conjunto) um lettering em movimento no espaço, imitando os créditos iniciais de Star Wars, em que os realizadores se dizem fãs dos estúdios Disney. Mas o filme não fala sobre isso. Fica claro que alguém da produção teve uma ideia de se fazer uma piada, mas não souberam exatamente onde encaixar.
Pula para um grupo de jovens dentro de um fliperama que nos remete aos anos 80. E é nesse contexto que o ratinho do mal aparece (trata-se de um personagem usando uma fantasia, assim como o Ursinho Pooh). Como o personagem está usando máscara e vestimenta temática, igual ao anfitrião da Disneylândia, os demais jovens imaginam se tratar de um comparsa querendo pregar um susto na turma. Bom, aí é que entra o terror slasher.
Mouse Trap segue a fórmula das produções norte-americanas de quatro décadas atrás. Produção de baixo orçamento, roteiro precário, atores péssimos. A melhor parte, portanto, fica por conta de ouvir o tilintar da bolinha de pinball ou outro elemento sonoro que nos leva à máquina Space Invaders.
Como se não bastasse, o filme ainda tenta trazer uma explicação estapafúrdia para justificar a facilidade do Mickey esfaquear pessoas. A boa noticia é que esse desastre tem apenas 80 minutos - e com uma cena pós-créditos finais.
quinta-feira, 24 de outubro de 2024
Abraço de Mãe
Muito se tem comentado sobre o padrão de qualidade de filmes e séries produzidos ou lançados pelas principais plataformas de streaming no país. Enquanto um carro-chefe alavanca o interesse maior do público, juntamente são lançados diversos trabalhos pífios, sem qualquer relevância artística, deixando claro que Amazon, Netflix, HBO e quetais são nada mais do que fábricas de produtos em larga escala industrial.
Abraço de Mãe, dirigido pelo argentino Cristian Ponce, é mais um exemplo desse descaso com o cinema e desserviço à arte. Tem em seu elenco Marjorie Estiano no papel principal, além de outros nomes do segundo escalão. Divulgado como um filme de terror, as características do gênero começam a aparecer lá pela metade.
Nem vou entrar no mérito sobre reconstituição de época e verossimilhança. O cinema, como forma de expressão artística, permite aos realizadores uma certa liberdade poética. A história se passa no Rio de Janeiro, em 1973. Mas pouco se observam os pormenores atrelados a esse período histórico. Marjorie, no papel de Ana, trabalha no Corpo de Bombeiros e, num caso de incêndio, fica travada e não consegue salvar mãe e filha. Afasta-se por um tempo da corporação, para tratamento psiquiátrico e, quando volta, é convocada a retirar os moradores de uma casa caindo aos pedaços, com risco de desabamento, num dia de chuva torrencial. Nada, absolutamente nada, traz qualquer verdade que nos faça acreditar que aqueles personagens são de fato bombeiros. Num momento hilário, Ana pede para alguém da casa trazer uma corda (!) para salvar um dos bombeiros que caiu numa fossa. Mas isso é apenas um detalhe. O menor dos males.
Com vários furos de roteiro, sequências mal costuradas, Abraço de Mãe tenta induzir diversos elementos que estão ali presentes somente por estar. São meio que jogados à tela. Ponce parece não entender a diferença entre o clima tenso que se cria com as incógnitas narrativas e o calhamaço de artigos despejados sem qualquer sentido, numa falsa alusão ao "mistério". Os personagens, completamente fora do tom, parece que foram convidados a um baile. Num momento de tormenta, uma tal enfermeira (acho que é isso) anda e fala calmamente, como se estivesse ali recitando uma cantiga de ninar.
Se a proposta era trazer dúvidas mal esclarecidas, o filme acertou em cheio. Nem mesmo o título se explica direito. Abraço de Mãe se vende como um dilúvio, mas nada mais é do que uma abordagem risível em tempo feio.
quinta-feira, 17 de outubro de 2024
48ª Mostra
A 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, vulgo Mostra, já começa com um pedido oficial de desculpas, publicado no seu perfil das redes sociais, em decorrência da enorme procura por ingressos pelo novo filme do Walter Salles. Teve de se justificar que as parcas duas exibições foram determinadas pela distribuidora, em contrato, o que dificilmente vai a contento das centenas de ansiosos, desesperados cinéfilos ou baladeiros que, com suas manias obsessivo-compulsivas, não aguentam esperar por mais um mês até o momento de sua estreia.
quarta-feira, 9 de outubro de 2024
Tempestade Ácida
Nem sempre filme-catástrofe é indício de um trabalho de qualidade. Os possíveis exageros, as situações demasiadamente irreais e inverossímeis, as sequências em hipérbole podem afastar um determinado tipo de público.
Tempestade Ácida, dirigido por Just Philippot, evita cair nessa armadilha. Como a maioria dos filmes do gênero, debruça-se no fato da ameaça iminente, o perigo sempre em vias de acontecer. Isso é o que traz o chamado "suspense". Mas, aqui, Philippot vai além. Nas palavras do diretor, "a água é essencial para nossa sobrevivência, e queria explorar essa dualidade – um elemento vital que, de repente, se transforma em uma ameaça".
Tudo começa quando os noticiários alertam para uma chuva ácida no hemisfério sul, ocasionada pelos desequilíbrios ecológicos, avança para o hemisfério norte, especificamente a França. Entre o desastre propriamente dito e as situações no seu devir, o diretor encontra espaço para reflexões sobre as questões climáticas da atualidade, como o aquecimento global.
Mas não se trata de um trabalho panfletário e ideológico. Esse ponto de partida serve de elemento para trazer convulsões sociais e as tensões dramáticas do núcleo da história. Menos histérico e mais conciso do que alguns congêneres, Tempestade Ácida funciona mais do que entretenimento, levando o espectador ao questionamento sobre o mundo em que vivemos.
terça-feira, 1 de outubro de 2024
Golpe de Sorte em Paris
Vamos começar relativizando a tradução do título. Na verdade, não se trata da sorte grande. Não existe a premissa iminente de um "ganhar na loteria" na trama. Aqui o diretor mergulha no acaso, nas coincidências, na probabilidade de algo acontecer.
Isso já diz muito sobre os traços autorais de Woody Allen. Mais do que se debruçar em análises vagas, como o fato de imprimir sua admiração pela Europa, ou o sotaque francês que predomina as caixas acústicas da sala de cinema. Tentar buscar uma lógica para o acaso, enquanto ele simplesmente acontece, é muito mais forte na carreira do octagenário diretor. Em Hannah e Suas Irmãs, Allen usa as religiões para tentar desmistificar e entender o exotérico.
Em Golpe de Sorte em Paris, o encontro fortuito entra a bem-casada Fanny e o ex-colega de faculdade Alain ocorre já nos primeiros minutos, numa calçada da capital francesa. Falam sobre Nova York, onde estudaram, e aí podemos interpretar que existe uma correlação entre autor e obra. É notório o quanto o nova-iorquino diretor vem se desprendendo da cidade mais cosmopolita do mundo devido a inúmeros fatores de sua vida pessoal.
Numa primeira leitura, Golpe de Sorte em Paris parece ser mais do mesmo. Um trabalho requentado de um diretor que vem mostrando sinais de esgotamento criativo. Um filme menor. Claro, existem diversas situações que nos trazem todo o seu repertório fílmico. Encontros fortuitos, diálogos existenciais, traições, casamentos falidos, e por aí vai.
Mas, diferentemente de um passado remoto, o diretor não procura trazer uma nova fórmula para explicar a vida. Se fosse assim, o coreano Hong San-Soo deveria ser considerado um criminoso. Não há nada de errado falar as mesmas coisas de jeitos diferentes. Ou até parecidos.
Portanto, Golpe de Sorte talvez até posa soar como um trabalho menos inspirado. Menos cômico, inclusive. Mas tem lá seu charme. E ganha vida própria com o desfecho, que sai dessa rotulada mesmice e caminha na exagerada direção ao quase-absurdo. E tudo bem. Afinal, é o acaso.
terça-feira, 24 de setembro de 2024
Proibido a Cães e Italianos
Não se deixe enganar. Não é porque se trata de uma animação que o filme é voltado ao público infantil. Proibido a Cães e Italianos, "animassinha" do diretor Alain Ughetto, se passa no início do século XX, no norte da Itália, em Ughettera, berço da família Ughetto. Com a vida muito difícil, os Ughettos sonham em começar tudo de novo no exterior. Mesmo diante das dificuldades enfrentadas na sua terra natal, Luigi (avô do diretor) ousou atravessar os Alpes e começou uma nova vida na França, em busca de uma vida melhor na mítica La Métrica.
O título é uma referência a uma cena que mostra a restrição a frequentadores num bar da cidade. Só esse trecho já resume toda uma sociedade movida a preconceitos, em que cidadãos tornam-se inimigos de guerra. Mas o filme não se prende a dissecar muito sobre os valores do conflito. Apenas mostra.
É essa linguagem sintética e simultaneamente poética que constrói a narrativa. Tudo é muito simples - e ao mesmo tempo, por que não dizer, contundente. Como não se trata de um filme "pra criança", aqui se apresenta a miséria, a pobreza. Mas de uma maneira menos didática e discursiva.
A beleza e sensibilidade de Proibido a Cães e Italianos recai justamente nessa concisão quase minimalista. Esse recurso de animação, que traz a nostalgia de um outro tempo de se fazer filmes, é bem-vindo não para vangloriar o saudosismo, mas para valorizar emoções humanas fora das linhas da computação gráfica.
Sidonie no Japão
Logo no início, a dificuldade de comunicação da protagonista nos faz voltar a Encontros e Desencontros. Trata-se de um deslocamento, no sentido amplo da palavra. Deslocar-se de um lugar para outro, do ponto de vista físico. Mas também percebemos em Isabelle Huppert o sentir-se deslocada, totalmente descontextualizada de sua cultura, suas raízes, suas origens.
Esse estranhamento, contudo, ao invés de ganhar força no filme, vai se diluindo e assumindo formas mais caricatas. O jeito de cumprimentar as pessoas, o ato de carregar as malas, as atribuições masculinas ou femininas num país estranho.
Quando o personagem complementar ganha vida, essa estranheza vai se afugentando de nossos olhos. O editor de livros, interpretado por Tsuyoshi Ihara, no início quase não fala. Aparece de óculos escuros e, quando os tira, mostra um rosto quase disforme e invisível.
É nessa relação que Sidonie no Japão adquire outros contornos, em que os silêncios falam mais alto que as palavras. Talvez traga um pouco do aspecto contemplativo do recente Dias Perfeitos. Uma história que conta muito, sem falar quase nada.
Embora muito viva essa crescente relação de descobertas, um terceiro elemento entra em cena e, ao que tudo parece, deixa o filme ainda mais nebuloso. O "fantasma" do ex-marido de Sidonie nos remete, em pequena escala, a Asas do Desejo. Sai do concreto e flerta com o metafísico.
Um filme com altos e baixos. Cenas memoráveis, em longos planos fechados. E uma certa aura noir de filme de festival totalmente dispensável.
quinta-feira, 5 de setembro de 2024
A Vingança de Cinderela
Logo que a Disney perdeu os direitos autorais de suas histórias infantis clássicas, que caíram em domínio público, uma série de produções independentes aproveitaram essa carta de alforria para despejar nas telas suas versões nem tão convencionais. A maioria delas descambou para o terror. Só no Brasil pudemos constatar Ursinho Pooh, Alice no País das Maravilhas e Cinderela. E outras estão prometidas para serem lançadas em breve.
Grande parte delas carrega elementos em comum. O terror trash, o gore, o desembelezamento dos heróis, a sanguinolência desenfreada. Algo meio tragicômico, sem grandes preocupações estéticas. Uma assumida estampa de filme B.
Mas isso não quer dizer que tudo seja farinha do mesmo saco. Ou carne crua da mesma panela. Existem diferenças, ainda que mínimas. A Maldição de Cinderela, lançado meses atrás pela mesma distribuidora, mostra o príncipe encantado como o verdadeiro vilão da história. A cena de revanche, na festa, traz algo de Carrie, A Estranha. E a fada madrinha pouco aparece. Ou não aparece. Não lembro. Esse tipo de filme dificilmente fica retido na memória.
Já A Vingança de Cinderela prepara o espectador para uma catarse final, como se espera. Mas o começo mostra o pai sendo assassinado por matadores de aluguel contratados pela madrasta. Logo no início, entra uma música bem rock and roll, raivosa, ruidosa, com vocal feminino, na linha de Avril Lavigne ou Demi Lovato. Pelo que pesquisei, composta por uma tal de Jax.
As irmãs são igualmente maléficas, sádicas e perversas. Mas o que muda é que, nesta roupagem da gata borralheira, é a fada madrinha quem ganha protagonismo. Mais do que isso eu não posso revelar.
terça-feira, 23 de abril de 2024
JOSÉ APARECIDO DE OLIVEIRA – O MAIOR MINEIRO DO MUNDO
As cenas iniciais trazem rápidos depoimentos de pessoas, de vários espectros, elogiando José Aparecido. Não sabemos exatamente qual trilha o documentário vai seguir, mas esse introito já nos coloca numa situação de espectador imbuído pela nobreza de caráter e iniciativas de boas causas do documentado.
Como valorização do objeto fílmico, o material cumpre seu papel. José Aparecido é colocado num pedestal, coroado de louros por tudo aquilo que fez ou intencionou fazer em vida.
Como demonstração de flexibilidade, o filme também cumpre seu papel. Amigos e familiares, políticos, diplomatas, historiadores são entrevistados. Artistas também dão seu elogioso parecer: Fernanda Montenegro e seu conterrâneo Ziraldo, por exemplo. Isso mostra a versatilidade do político, que procurava manter um diálogo com diversos setores da sociedade. Ia pra esquerda e ia pra direita, conforme registrado em fala.
Do ponto de vista histórico e didático, entretanto, o filme apresenta muitas falhas. Já que não se pretende fugir das fórmulas que engessam esse formato, nem mesmo se permitir incursões mais autorais e experimentais (muito pelo contrário), a obra carece de mais esclarecimentos, já que José Aparecido, embora muito importante no campo político, não teve aquela notoriedade semelhante ao Tancredo Neves, só pra contextualizar. Saímos do filme sem aquelas certezas ou aprendizados básicos, típicos de exercícios documentais do gênero. Em sinopse, consta que José Aparecido de Oliveira foi jornalista, Deputado Federal, Secretário de Estado, Ministro de Estado, Governador e Embaixador. Mas em que período histórico? Eleito ou nomeado? Em que contexto político? Fez quais alianças?
Como resultado, temos uma colcha de retalhos com muito cetim e pouca costura. Trata-se mais de um apanhado de louvações, algo relativamente fácil de se filmar, do que um exercício de se tentar fazer uma relação entre o discurso dos amigos e colegas e a trajetória do documentado. Parece grosseiro, mas torna-se inevitável concluir: é muito puxa-saquismo para pouco cinema.
quarta-feira, 17 de abril de 2024
Névoa Prateada
Franky é uma enfermeira de 23 anos que vive com a família em um bairro no leste de Londres. Obcecada por vingança e com a necessidade de encontrar culpados por um acidente traumático ocorrido há 15 anos, que a deixou com queimaduras pelo corpo, ela é incapaz de se envolver em um relacionamento com alguma profundidade, até que se apaixona por Florence, uma de suas pacientes. As duas fogem para o litoral onde Florence mora com a família.
Com roteiro e direção de Sacha Polak, Névoa Prateada é mais um filme que se debruça na lógica baixo-astral que permeia parte do cinema contemporâneo europeu. As relações humanas são constantemente tensas, os diálogos carecem de fluidez, algumas cenas trazem um certo desconforto ao espectador. Tudo parece ruidoso o tempo todo, sem aquele respiro que alivia quem assiste ao filme.
Embora carregado nas questões psicológicas, o filme traz um resultado meio cinza. É como se quisesse se aprofundar nas amarguras individuais e nos dilemas sociais, mas não chafurda o suficiente a tal ponto de causar um verdadeiro mal-estar. O extrato disso é um filme morno, mediano.
