sexta-feira, 24 de outubro de 2025
A Meia-Irmã Feia
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
Ruídos
A Coreia do Sul já nos trouxe trabalhos de diretores consagrados, como Hong Sang-soo, Park Chan-wook, Kim Ki-duk, o oscarizado Bong Joon-ho, entre outros. Mas, em relação ao gênero terror, ainda precisamos aguardar mais um pouquinho.
Com a atriz Kim Soo-jin fazendo sua estreia na direção, Ruídos é um thriller psicológico pouco diferente daquilo que já conhecemos. Ju-young, uma jovem com deficiência auditiva, decide investigar o desaparecimento de sua irmã, vista pela última vez em seu apartamento. À medida que se aprofunda na busca, começa a perceber sons estranhos ecoando pelo apartamento e a presença de uma pessoa sinistra.
A ideia até que parece interessante. Mesclar barulho com perda de audição, colocar em primeiro plano a estranheza que o som causa às pessoas. Mas o resultado é um tanto genérico, baseado em sustos fáceis.
Praia do Silêncio
Depois de realizar dois filmes adaptados do teatro, em que a verborragia predomina, o diretor Francisco Garcia optou agora por fazer um trabalho em que a narrativa se constrói na relação entre silêncio e palavra.
Com poucos elementos cênicos e econômico também no andamento das sequências, o filme se baseia na falta de diálogo entre um professor aposentado, isolado em seu trailer no meio da mata, que se comunica através de cartas com sua filha, surda, após a morte de sua mãe. Ela almeja o reencontro, ele prefere o distanciamento. Por meio da narração em off podemos perceber essa incomunicabilidade entre gerações.
Embora traga um panorama mais sensível e intimista de um microcosmo, simbolizando metaforicamente uma realidade maior, Praia do Silêncio é mais intenção do que resultado. A simplicidade - sem abrir mão da poesia - está em cada detalhe. Tudo foi pensado para ser sucinto. Mas o ritmo vagaroso e a suposta falta de emoção nas declamações textuais tornam o filme relativamente monocórdico. Existe uma tensão dramática, porém, muito mais fora do que dentro do filme.
