terça-feira, 5 de agosto de 2025

Atena

Logo de cara dá pra ver que Atena é um filme todo errado. Começa com a morte misteriosa de um suposto magnata e, no peito dele, está tatuada a inscrição "estuprador". No meio das reviravoltas e investigações, entra em cena Carlos, um repórter investigativo vivido pelo canastrão Thiago Fragoso. E, finalmente, aparece a personagem-título, vivida por Mel Lisboa, uma justiceira que recria o visual gótico-futurista de Charlize Theron em Atômica. 

Ostentando uma maquiagem carregada até a retina, de fazer inveja a qualquer Marilyn Manson, e ainda por cima mascando chiclete nas cenas mais "tensas", Lisboa imprime um retrato mais do que hiperbólico e caricato à protagonista. 

Mas o maior problema talvez não recaia na insossa Mel, que de doce não tem nada. O filme é dirigido por Caco Souza, que já nos agraciou com pérolas da ruindade do cinema brasileiro, como 400 Contra 1, Inversão e por aí vai. Bebendo diretamente da fonte de Rubem Fonseca, o diretor parece ter se apaixonado pelo gênero policialesco de folhetim, mas nada aprendeu com o tempo. Embora cuide de assuntos sensíveis, como abuso sexual e violência contra mulheres, Atena não passa de um arremedo de clichês absolutamente esquecíveis. De boas intenções... o resto você já sabe.

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